A Maravilhosa Gastronomia de Brasília


A Gastronomia em Brasília é hoje muito desenvolvida por diversos fatores.

Vamos explorar alguns neste artigo.

É interessante fazer um breve histórico para quem ainda não conhece bem a cidade.

Brasília é a capital da República Federativa do Brasil, está na região Centro-Oeste do país, no meio do Planalto Central, a 1 mil metros de altitude, foi fundada em 21 de abril de 1960 pelo Governo do Presidente Jucelino Kubitschek. Tem hoje uma população de 3 milhões no Distrito Federal, mais de 4 milhões se considerarmos toda a sua área metropolitana, que inclui as cidades do entorno, o que nos coloca como a terceira mais populosa cidade do país.

Chama-se entorno o conjunto formado pelos municípios goianos e mineiros que gravitam a cidade e sofrem influência cultural e economia do Distrito Federal, tais como Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Alto Paraíso de Goiás, Alvorada do Norte, Barro Alto, Cabeceiras, Cavalcante, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Flores de Goiás, Formosa, Goianésia, Luziânia, Mimoso de Goiás, Niquelândia, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, São João d'Aliança, Simolândia, Valparaíso de Goiás, Vila Boa e Vila Propício, e os municípios mineiros de Arinos, Buritis, Cabeceira Grande, Paracatu e Unaí.

A economia do Distrito Federal tem o maior produto interno bruto per capita do país, 3 vezes maior que a média nacional.

Além de sede do Governo Federal, Brasília é, também, a sede dos três poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário) e onde estão instaladas 127 embaixadas estrangeiras.

O plano urbanístico original da capital, o Plano-Piloto, foi elaborado pelo urbanista e arquiteto Lúcio Costa, enquanto os principais prédios públicos foram projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O projeto arquitetônico e urbanístico que conferiu à cidade o título de Patrimônio Mundial pela UNESCO.

São chamadas de candangos as pessoas que participaram da construção da cidade e de brasilienses os nascidos aqui.

O clima da cidade é tropical com estação seca, predominante seco de maio a setembro, período no qual quase não chove e a vegetação típica é a do cerrado.

O turismo de Brasília atrai cerca de um milhão de visitantes anualmente.

Por todos esses fatores, dá para ver a mistura cultural que se deu aqui. Temos influência de todo o país já que Brasília foi inicialmente habitada por brasileiros que vieram trabalhar na construção, provenientes de diversas regiões do país e depois recebeu muitos servidores públicos cujos órgãos tiveram sua sede transferida para a Capital. Em seguida, recebemos estrangeiros que, inicialmente, vieram compor as representações diplomáticas. Mais recentemente, imigraram para cá pessoas interessadas no cultural e no desenvolvimento econômico. Além disso, a população se misturou com as pessoas que habitam a região do entorno que vieram morar, trabalhar ou estabelecer negócios na cidade.

Tudo isso permitiu um raro sincretismo cultural, tal como se deu nas grandes regiões metropolitanos do mundo.

Voltando para a gastronomia, pelas características da formação do nosso povo, é difícil afirmar quais são nossas comidas típicas. Afinal, quais são os pratos mais característicos da nossa cidade?

Talvez por ter nascido em Brasília, que é uma cidade jovem, com poucas tradições se comparada com cidades mais antigas, eu considero típicas todas as comidas que são bem difundidas na gastronomia local, eleitas democraticamente pelo nosso povo, de acordo com os insumos produzidos pelos produtores locais, escolhidas pelas famílias para servir a mesa ou os restaurantes da cidade, independentemente de sua origem.

Caso contrário, não se poderia atribuir o caráter típico a quase nenhuma evidência gastronômica, pois até mesmo os países mais antigos construíram sua cultura e gastronomia a partir do contato com outros povos, seja por causa das guerras ou através do comércio. O maior exemplo disso, é que o macarrão foi inventado na China, mas foi amplamente difundido pela Itália; as especiarias utilizadas na Europa foram trazidas das Índias, ou seja, da Ásia; o vinho surgir primeiro no Egito e na Armênia, e por aí vai.

Assim, considero comidas típicas do Distrito Federal: a pizza da Pizzaria Dom Bosco, o cachorro-quente da Igrejinha, o acarajé da Rosa, o pastel da Viçosa, a massa do restaurante Roma, o pão de queijo do Rei do Pão de Queijo, o filé à parmegiana do Beirute, o kibe do Libanus, a codorna do Rei das Codornas, o joelho de porco do Bar do Amigão, a carne de sol do Xique Xique, o filé Danielle do La Chumière, do Chef Severãn, e a porqueta do Le Biroske, do Chef Luiz Trigo. Eu poderia dar mil exemplo aqui. Mas vou parar para não irritar os bairristas.

Certo é que a gastronomia da cidade, como em qualquer outro lugar, se desenvolveu vagarosamente, como acontece em todo lugar, por influência de destemidos empreendedores e das donas de casa que dão seu sangue para alimentar o nosso povo.

Eu, que nasci em 1970 em Brasília e, por sorte, frequentei os melhores restaurantes da cidade, tenho mais uma percepção que não sei se é comum.

No início da cidade, não era difundida na Capital Federal, a figura do Chef, ainda que houvesse vários restaurantes de diversas especialidades, inclusive alguns restaurantes refinados, com grandes cozinheiros à frente de seus fogões. Acredito que isso tenha acontecido por receio dos donos dos restaurantes do crescimento da imagem dos Chefs e medo da concorrência.

Entretanto, justamente quando isso mudou, houve o grande boom da gastronomia local. Lembro que, após a inauguração do Restaurante Francisco, que tem até hoje o dono como Chef, difundiu-se a ideia de que um restaurante deve ter um Chef para criar pratos autorais, planejar o cardápio, os preparos, treinar a equipe de cozinheiros e fiscalizar o seu trabalho e a qualidade do que é servido aos comensais. Hoje, esse é um caminho sem volta. Tem restaurante sofisticado, como o Rubayat que não dá valor à figura do Chef e o resultado nos pratos é dramático.

Eu tenho certeza de que nós devemos muito ao Chef Francisco Ansilero que até hoje nos brinda com sua dedicação e generosidade.

Se hoje temos a terceira maior praça gastronômica do país, atrás apenas da cidade de São Paulo e do Rio de Janeiro. Isso se deve ao mestre e, justiça seja feita, a todos aqueles que se dedicaram à gastronomia local desde o início dos tempos.

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